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Todo mundo que namora ou namorou já passou por esta situação: vontade de cagar na casa da namorada. Este é um guia antigo de como realizar o trabalho sujo sem torrar o filme, uma contribuição do amigo e leitor Diego, o famoso Foka!

1 – Não cague – Ok. O guia parte do pressuposto que você vai cagar na casa dela. Mas antes de cagar, avalie a possibilidade de não fazê-lo. Quando sentir a pontada, raciocine: “Posso segurar? É desesperador?” Nessa hora, é fundamental saber se essa segurada não se transformará em uma fábrica de flatulências. Se isso ocorrer, opte por cagar.

2 – Não cague em banheiro muito freqüentado – Se você tem de cagar, escolha aquele lavabo que fica na sala onde ninguém visita. Ou vá ao banheiro da empregada (isso, claro, se a empregada não estiver presente). Ou vá à suíte do quarto de hóspedes. Algo do tipo. Evite a todo custo o banheiro do corredor ou aquele ao lado da sala de televisão. É caixão. Você vai lá, todo feliz, despeja seus detritos no vaso, lava as mãos e, quando sai, vê sua sogra indo direto no banheiro para lavar as mãos antes do almoço!

3 – O trono – Examine a privada da casa da sua namorada. Antes de cagar, dê descarga para ver se ela está funcionando. Nunca, em hipótese alguma, inicie os trabalhos sem dar descarga e testar a potência dela. Caso contrário, você terá três caminhos a seguir se a privada estiver entupida, todos desgraçadamente ruins: 1) Deixar a bosta boiando ali e correr o risco do seu sogro entrar em seguida e, para todo o e sempre, considerá-lo um sujeito decrepto por deixar o mandela a boiar; 2) Tentar dar descarga, a água transbordar e você ficar ali vendo a água da privada inundar o banheiro com resquícios de suas fezes. Um caos completo, com direito a deixar a mãe dela limpando aquela bosta toda; 3) Ser obrigado a pegar um saco plástico, enfiar a bosta dentro e sair – com o saco plástico pingando água da privada no chão – até conseguir chegar ao banheiro mais próximo. Em resumo: teste a merda da privada! 4) Fazer a famosa  “múmia”, que o Alemão pode contar melhor:

4 – O fedor – Tenha cuidado com o mau cheiro. Alguns machos são mestres em cagadas fedorentíssimas. Use a inteligência: Ao despejar a merda no vaso, dê descarga imediatamente. O raciocínio é simples: quanto mais ela ficar boiando por ali, mais cheiro ruim vai exalar. O ideal seria cagar com a descarga funcionando, mas molha a bunda. Quando estiver no trono, olhe em volta. Abra os armários e as gavetas. Se achar um perfume, dê umas borrifadas no vaso e no banheiro antes de sair do recinto. É uma boa forma de matar as moléculas de merda que estão voando pelo ar. Se tiver “Bom Ar”, não exagere. Você não vai querer sair do banheiro cheirando bom ar. Ah, e sempre, sempre, sempre feche a porta.

5 – O papel – Nunca, mas nunca mesmo, comece os trabalhos sem verificar se há papel higiênico no recinto. Toda a sua estratégia escorre pela privada se você tiver de abrir a porta e gritar: “Amoooooooor! Acabou o papel!”. Nobody deserves!

6 – Thanks for sharing – Os americanos têm uma expressão de fabulosa ironia que é o “thanks for sharing“. Usa-se essa expressão toda vez que alguém lhe conta algo que você realmente não precisava saber. Isso serve para quando o homem termina de cagar na casa da namorada. Você, idiota, não precisa contar pra ela. Você não está entre amigos, que você sai do banheiro e diz “tô até mais leve” ou “nossa, essa cagada foi linda”. Ela não precisa saber. Aliás, ninguém precisa saber. Contenha sua vocação pra idiota e silencie sobre o que você fez no banheiro.

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Ode ao cocô

junho 16, 2009

Escrevendo não tem erro, mas falando as pessoas se confundem: não é ÓDIO ao cocô, é ODE.

ode

s. f.
1. Ant. Poesia própria para canto.
2. Composição poética, laudativa ou amorosa, dividida em estrofes simétricas.

Cagadinha Wireless Amor ao cocôEm outras palavras, é uma homenagem amorosa ao dito cujo. Ode ao Cocô, esse é o nome de uma música muito bonita e sentimental que fiz com o Otávio Senna (o vocalista). Trata-se da banda Os Bacanas, da qual nosso querido administrador desse Blog, André Kieling, também faz parte.

Ao contrário do ódio que muitos ouvem, estamos falando de amor nessa letra. O amor pelo cocô. Você já parou pra pensar que paga R$ 7,00 por um Xis e uns R$ 3,00 vão pro esgoto? Tem que ter mais carinho pelo cocô nosso de cada dia. Não só porque custou caro, mas porque é algo que nós fizemos sozinhos, sem ajuda de ninguém. Uma verdadeira obra. Deus é tão generoso que deu esse dom a todos.


Nesse dia o Otávio me convidou pra ir até a casa dele para fazermos música. Chegando lá ele disse: “tá, espera aí, só deixa eu dar uma cagadinha antes”. Quando ele voltou o tema já estava definido.

Ouça a música aqui!
E a letra:
Ode ao Cocô
Lucas Silveira e Otávio Senna

Tirei meu cuecão
Achei uma freada de caminhão
Fui pro banho, e lá eu assoei todo meu ranho
.
São coisas pequenas
Mas também tem as grandes
Tal como a vontade que eu estou de cagar nesse instante
.
Desliguei o chuveiro
Ó meu bem, fui bem ligeiro
Sentei na privada, e senti o quanto a tampa estava gelada
.
Senti um friozinho
Que me gelou minha espinha
E a merda saia, na medida que eu tremia
.
Parecia um filme
Um lindo filme de amor
O cocô indo embora e eu chorando de dor
.
Mas pra quê os lamentos
Se o que se foi não vai voltar
E a única lembrança, é a cueca com a freada que eu pra sempre vou guardar
É a cueca com a freada que eu não vou mais lavar!
..